segunda-feira, 16 de maio de 2011

"É sempre essa chuva que me acalma. Respingos conflitando a pele, cheiro de terra molhada, gosto de liberdade no canto da boca. O doce deleite da inconstância. Embalando o sono soturno, o surto noturno. Vejo-me dependurado em sonho, a cabeça pendendo do corpo, os pés mal apoiados na mesinha de centro, fitando o céu pelo o embaçado da janela. Era pura beleza. Como o adeus terno de um companheiro. Lágrimas de cometa."






Créditos a Ruan.

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Você entende como eu me sinto?
Não, você não sente.
A última coisa que eu queria era que todo esse amor que eu conservo, virasse ódio.
Mas você fez questão dessa repulsa.
Você quer que eu crie nojo.
Por que esse tipo de jogo com as pessoas?
Você é algum tipo de psicopata?
Você faz isso com todo mundo, não é mesmo?
E eu cai. Eu que me dizia tão forte e madura.
Cai no truque mais besta do mundo.
Ninguém ama ninguém. Muito menos a distância.
Eu acabo de me levantar e espero não tropeçar de novo.
Mas te desejo a mesma dor que sinto.