sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Era o de sempre. A mesma novela de sempre pro jantar. Era que tinha pra hoje. E isso não me dava a menor vontade de sentar, esperar a comida esfriar, revirá-la no prato e não conseguir ingerir uma garfada. Essa rotina, esse cotidiano cansado, também me cansa. Já tentei não jantar pra ver se algo mudava e a única coisa que mudava era o horário de cumprir tal ritual. Deitava-me depois dos mesmo programas de tv e pensava em quando tudo isso seria diferente, quando eu conseguiria de fato ser quem eu desejava, sem nenhuma repressão, amando aquilo que me fazia bem. O dia em que eu não seria a segunda ou última opção, o dia em que reconheceriam que eu tinha um pouco de valor. Eu ainda espero e me encontro na fé.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"É sempre essa chuva que me acalma. Respingos conflitando a pele, cheiro de terra molhada, gosto de liberdade no canto da boca. O doce deleite da inconstância. Embalando o sono soturno, o surto noturno. Vejo-me dependurado em sonho, a cabeça pendendo do corpo, os pés mal apoiados na mesinha de centro, fitando o céu pelo o embaçado da janela. Era pura beleza. Como o adeus terno de um companheiro. Lágrimas de cometa."






Créditos a Ruan.

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Você entende como eu me sinto?
Não, você não sente.
A última coisa que eu queria era que todo esse amor que eu conservo, virasse ódio.
Mas você fez questão dessa repulsa.
Você quer que eu crie nojo.
Por que esse tipo de jogo com as pessoas?
Você é algum tipo de psicopata?
Você faz isso com todo mundo, não é mesmo?
E eu cai. Eu que me dizia tão forte e madura.
Cai no truque mais besta do mundo.
Ninguém ama ninguém. Muito menos a distância.
Eu acabo de me levantar e espero não tropeçar de novo.
Mas te desejo a mesma dor que sinto.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"O nosso amor a gente inventa, pra se distrair. E quando acaba a gente pensa, que ele nunca existiu."


Eu acreditava piamente nessa frase e salve Cazuza por isso, servirá pra alguém como um dia serviu pra mim. Mas depois que comecei a sentir o que de fato é amor, nada disso faz mais sentido. Eu costumava cair e me levantar em dias, isso não era amor, era mais uma paixonite aguda. Eu não morri. Eu fiquei aqui pra contar todas as minhas frustrações em relação ao "amor". E quando eu finalmente o entendi, me senti perdida. Eu amo, eu tenho certeza disso. Ele tá vivo aqui dentro, acordo todos os dias e penso ao abrir os olhos: "Eu amo. Isso me basta." 




Mais um desabafo do dia. Obrigada!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sabe aquelas menininhas que arranca cada parte da boneca? Primeiro, arrancou minhas pernas, pra eu não fugir. Depois, meus braços pra eu não pode tocar em ninguém que não fosse você. Aí veio a cabeça, arrancou, comeu o cérebro, me deixou sem ação nenhuma. E agora…O coração.