sábado, 17 de abril de 2010

Vinte e um.


Penso que dia vinte e um de fevereiro foi à divisão de águas da minha vida: Antes e depois de você. Antes era tudo escuro, tudo milimetricamente calculado, rotineiro, sem palpitações ferozes ou calafrios repentinos. Depois de você, foi tudo proporcionalidade: Mais você, mais calafrios. Menos você, menos amor. A princípio achava cartas de amor extremamente inapropriadas, palavras são só palavras, são hipócritas e vazias, não definem nada, intensificam menos ainda. E é aí que o amor transforma, muda conceitos e exclui possibilidades de racionalidade, nos torna cada dia menos são e mais louco. E que loucura digna de internação.

Penso na definição de tudo que eu sinto, se houvesse uma, claro. O que existe são suposições acerca de tudo isso e que no fundo não representa meio grama de tudo que transborda e escorre dentro de mim. Quero mais formas de demonstrar, quero conseguir isso. Só em pensar na possibilidade de perda, me estrangula o coração que se derrama hemorragicamente. Eu só queria mais. Mais nós dois. E que escorra aos litros o amor.

quinta-feira, 15 de abril de 2010


A desgraça é minha, só minha. Cabe a mim aprender a conviver com tal, ou acabo tendo um colapso sentimental. São tantas as cobranças sem retornos, cobranças de minha parte e da parte de pessoas pseudo-preocupadas com meu possível futuro frustrado.

O que surpreende é a forma como se demonstra tal preocupação. Um conselho: xingamentos não resolvem muita coisa, provocam ódio, fúria, ira e mais porções de sentimentos não tão agradáveis.

Dizer que recalques te fazem pior é pura hipocrisia, pois quem chama de recalcado, recalcado é.

A aleatoriedade e a falta de organização nos meus pensamentos não me dizem mais muita coisa. Eu só quero botar pra fora, só quero evitar me transformar em um vulcão, que se provocado, explode e provoca estragos. E o pior, ferindo inocentes.


A todos os pseudos-preocupados com meu futuro medíocre, fodam-se!